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O livro narra, em linguagem poética e simbólica, a jornada de Antônio e um grupo de crianças que partem da Ilha da Croa, um território secreto escondido entre o mar e a mata atlântica alagoana. O lugar, outrora um estaleiro onde embarcações eram construídas para o tráfico de africanos escravizados, tornou-se um espaço mítico — “a ilha que não está nos mapas” — onde a memória, o sonho e a resistência se entrelaçam.

Movidos pelo desejo de reencontrar as famílias separadas e resgatar as vozes esquecidas da história, os heróis constroem uma piroga mágica e iniciam uma viagem pelos rios que ligam a Croa a União dos Palmares, berço do Quilombo dos Palmares. No caminho, encontram figuras lendárias e históricas: Zumbi, Dandara, Acotirene, Aqualtune, Ganga Zumba, os indígenas Caetés, e também personalidades alagoanas como Nise da Silveira, Jorge de Lima, Graciliano Ramos e Aurélio Buarque de Holanda, que surgem em cenas de diálogo poético, transmitindo valores de liberdade, arte, memória e palavra.

Cada parada da jornada revela aspectos da formação cultural e histórica de Alagoas, que um dia foi unida geograficamente a Pernambuco. O grupo aprende sobre a resistência quilombola, os instrumentos e alimentos africanos, as tradições indígenas e o poder curativo da imaginação.

O clímax ocorre na cena trágica e heroica de Ana Camarão, guerreira indígena que tenta salvar os amigos e os animais da queimada do canavial, sacrificando-se entre chamas e fuligem — símbolo da luta contra o esquecimento e da proteção à natureza e aos seres ameaçados de extinção.

Ao retornar à Ilha da Croa, os heróis encontram Rás Gonguila, o rei africano de Alagoas, que sela o elo entre o passado e o presente. Ele entrega a Antônio um colar de búzios e sementes, símbolo da continuidade dos povos africanos no Brasil. A história culmina com a Festa da Liberdade, em que a comunidade celebra a memória coletiva com dança, música e poesia.

Por fim, Antônio transforma as lembranças em palavras, espalhando suas páginas ao vento, como quem planta histórias. A Ilha da Croa torna-se metáfora viva do que resiste: um território da memória, da ancestralidade e da esperança.

A ilha de Antônio e os heróis do norte

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